Camilo Santana.

O governador Camilo Santana (PT) caminha para concluir, no dia 31 de dezembro, o seu terceiro ano do primeiro mandato ostentando números que, mesmo em meio à crise econômica nacional, deixam o Ceará em situação privilegiada em termos de investimentos e atração de empresas nacionais e internacionais. O Ceará e o Espírito Santo, segundo os estudos da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), publicados, neste domingo pelo Jornal O Estado de São Paulo, tem contas equilibradas e despertam mais interesses para os investidores.

Os números da Firjan publicados na reportagem destacam que o Ceará é, entre os 27 estados da Federação, o que tem o melhor índice de investimentos em relação à Receita Corrente Líquida: 11,1%, ao lado da Bahia, que tem 11%. Há, ainda, outro destaque: o Ceará tem o quinto menor gasto (49,3%) com despesas de pessoal, em relação à Receita Corrente Líquida. Os Estados de Roraima (44,1%), Alagoas (45,9%), Amapá (47,2%) e Sergipe (48,6%) aparecem como os quatros primeiros colocados nessa avaliação. Estados mais ricos como Rio de Janeiro (71,9%), Rio Grande do Sul (76,1%) e Minas Gerais (78%) são os campeões de gastos com pessoal.

O equilíbrio das contas, com a manutenção dos serviços em funcionamento e a construção de obras públicas, e o pagamento em dia dos salários dos servidores deixam o Ceará como um dos Estados que mais despertam interesse de grupos nacionais e internacionais. Com as contas equilibradas, o Ceará tem, ainda, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém como o principal atrativo para esses grupos.

Os números deixam o governador Camilo Santana ainda mais entusiasmado para avançar nas negociações com grupos chineses que querem construir uma refinaria no Pecém. Camilo disse, em entrevista ao Jornal O Estado de São Paul,  que o Estado dá incentivos tributários, como redução de ICMS, de 1% a 75%, para garantir o desembarque de novos empresas no Ceará. “O governo cede um terreno, constrói um galpão. Conseguimos de contratos na siderurgia a um hub da KLM e Air France”, observa o governador cearense.

A alegria de Camilo encontra respaldo nas palavras do Guilherme Mercês, da Firjan. “Enquanto alguns atrasam salários, esses governos colhem frutos do ajuste já feito. A receita não muda: racionalização dos recursos e enxugamento da folha”, diz Guilherme Mercês, economista-chefe da Federação das Indústrias do Rio (Firjan).

De acordo ainda com a reportagem, Governos estaduais não costumam fazer publicidade fora de sua área de atuação, mas Ceará e Espírito Santo publicaram recentemente anúncios em veículos nacionais, mirando investidores de outras regiões do País. Neles, os Estados ressaltam que são sustentáveis e seguros para investir. A prefeitura de Manaus fez o mesmo.

O levantamento da Firjan aponta que Ceará e Espírito Santo estão, de fato, entre os cinco Estados que fecharam o ano passado em melhor situação. Entre outros itens, são considerados gastos com pessoal, endividamento e investimentos ante a receita corrente. Em 2016, o Ceará comprometeu 49,3% de sua receita com pessoal. No Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e no Rio, esse porcentual variou entre 71,9% e 78%. A média de investimentos públicos feitos pelos Estados foi de 5,7%. No Ceará, 11,1%.


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