As chuvas da estação chuvosa de 2017 no Ceará (fevereiro a maio) fizeram o estado deixar o quadro de “seca excepcional”. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) as chuvas que ocorreram em abril, somadas às precipitações dos meses anteriores, colaboraram para a redução da intensidade e também da área de abrangência da seca.

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Quanto à precipitação observada durante a quadra chuvosa no Ceará, a avaliação aponta que as chuvas ficaram em torno da média histórica. O volume dos reservatórios dobrou, passando de 6,4% em janeiro para 12,4% em junho de 2017. No entanto, segundo Eduardo Sávio, essas chuvas não foram suficientes para abastecer de forma favorável os três maiores reservatórios do estado no caso o Banabuiú, Castanhão e Orós.

Com um desvio percentual de apenas -7,7%, durante os meses de fevereiro a maio, o Ceará, em 2017, apresentou um quadro pluviométrico melhor do que nos anos de 2016 (-45,5%), 2015 (-30,3%), 2014 (-23,4%), 2013 (-39,3%) e 2012 (-49,6%). Nos últimos 10 anos, os períodos de fevereiro a maio menos favorecidos ocorreram em 2010 (-49,7%). Um longo período seco, de 5 anos consecutivos, ocorre entre os anos de 2012 e 2016.

Os anos de 2088 e 2009 apresentaram quadras chuvosas acima da média, e o ano de 2011, em torno da média. A última vez em que se registrou uma quadra chuvosa semelhante foi em 2007 com um desvio de -5,1%. O presente ano não aparece nas quadras chuvosas mais críticas desde 1951. (do G1/CE)


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