Carta supostamente assinada pelo PCC proíbe crimes em Pedra Branca e estabelece punições para quem desobedecer

Populares examinam carta supostamente deixada pelo PCC no município de Pedra Branca.

Uma carta fixada em um chafariz localizado na Rua Joaquim Alves Teixeira, Bairro Santa Terezinha, município de Pedra Branca, no Sertão Central cearense, deixou a população curiosa.

O comunicado que supostamente seria do PCC (Primeiro Comando da Capital), proíbe crimes, principalmente roubos de motos e pertences de populares, e afirma que os autores de crimes na cidade serão punidos com rigor.

“A partir de hoje, não aceitamos mais roubos bestas em nossa cidade tais eles como; roubos de motos, celulares e entre outros tipo de objetos de usos pessoais de pessoas carentes de nossa cidade, lembrando; não somos policia para empatar ninguém de roubar e nem muito menos correr atrás de quem rouba, somos bandidos e sabemos que nem todos começam de cima assim como a gente que precisamos fazer a nossa caminhada para ganhar respeito, assim também queremos que os mesmos nos respeitem, e sigam nossa disciplina e pedimos a compreensão dos demais que se julgam criminosos, caso contrário será avaliado a reação do mesmo em cima de nosso comunicado para a melhoria de nossa cidade, e se for analisado e comprovado que o mesmo ta querendo bater de frente, ou até mesmo nos afrontar, vai ser cobrado a altura, primeiro vai o comunicado, segundo uma troca de ideia com o mesmo e assim em diante até que o mesmo aprenda para que não seja preciso algo pior, respeitamos para ser respeitados e exigimos respeito aos cidadãos trabalhadores, se quer roubar, rouba de que tem e não de pessoas carentes, onde batalham duro para comprar o pão de cada dia, não admitimos roubos em cima de pessoas carentes”.

Após o comunicado, a carta apresenta as punições a serem aplicadas de acordo com os crimes cometidos em Pedra Branca:  

“Estupro, terá a cobrança a altura, ou seja, o autor será morto, pois nem o crime admite esse ato de covardia. Caguetagem, será cobrado a altura, cagueta, é considerado como traidor e o preço da traição, é a morte. Talaricagem, será avaliado o caso de ambas as partes e será cobrada a altura, a cobrança será a critério do prejudicado. Roubos, será primeiramente avaliado e a cobrança será pacífica, caso persista veremos com outros olhos e terá o tratamento que o mesmo fizer por onde. Morte de inocentes que não erraram para perder a vida, a cobrança é em cima da lei do crime (vida se paga com vida e sangue se paga com sangue).”

O autor da carta assina-a da seguinte forma: “ASS: CRIME PEDRABRANQUENSE, PAZ PRA QUEM QUER. PJLIU 1533 PCC.”

Não há nenhuma comprovação de que a carta tenha sido mesmo originada do PCC, porém, é sabido que as organizações criminosas tentam assumir o papel do estado nas cidades em que estão instaladas, passando-se, por vezes, como protetoras das pessoas humilde.

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