Bares não têm previsão para reabertura no Ceará.

O governador Camilo Santana anunciou que os bares continuarão fechados na quarta fase do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais, que deve ser iniciada na próxima segunda-feira (20) em Fortaleza. No entanto, os restaurantes, que já funcionam até as 16 horas, poderão atender até às 23 horas. Academias, cinemas e aulas presenciais também foram excluídos do avanço de fase.

Taiene Righetto, diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), lamenta que os bares permanecerão fechados. “Fomos um dos primeiros setores a fechar e os últimos a voltarem. O impacto está sendo pesado, a conta maior está ficando para o setor que tem a maior parte dos pequenos e microempresários desse País”, afirma.

Ainda de acordo com o diretor executivo da Abrasel-CE, a estimativa é que 30% do setor não deve retornar às atividades, tendo que fechar as portas de vez. Taiene Righetto também reforça que mais de 10 mil postos de trabalho foram fechados durante esses quatro meses de combate à pandemia do novo coronavírus. “O que mais preocupa, ainda em relação a esse cenário, é que nosso retorno tem sido adiado constantemente”, aponta. “São mais de 100 dias fechados. A cada dia fechado, essa curva de encerramentos e demissões aumenta de forma exponencial. É uma projeção geométrica, por isso o setor está sofrendo bastante, está bem fragilizado e o cenário de retorno está muito complicado. É um setor que está com a maior parcela da conta”, acrescenta.

Apesar de os bares seguirem fechados na quarta fase do plano de retomada, os restaurantes, que já estão abertos em Fortaleza, poderão ampliar o horário de atendimento até às 23 horas, conforme acertado com Camilo Santana. A expectativa, agora, é que o governador anuncie, até o final desta semana, se haverá alguma alteração nos protocolos.

O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares, Buffets, Barracas de Praia e Similares do Estado do Ceará (Sindirest/CE), Dorivam Rocha, explica que o cenário de crise já levou o setor a perder 30% do faturamento. De acordo com ele, antes da pandemia do novo coronavírus, muitas empresas já vinham enfrentando problemas financeiros, dos quais se agravaram com as medidas de distanciamento social. A saída, infelizmente, tem sido o encerramento das atividades.

Dorivam Rocha ressalta que, no Ceará, pelo menos dois mil estabelecimentos já fecharam as portas durante a pandemia. No País, o total já soma 25 mil bares e restaurantes fechados. “Algumas casas noturnas, infelizmente, não passarão, agora, para a quarta fase, obviamente a segurança da população está em primeiro lugar, porém muitos desempregos surgirão”, prevê.

O presidente do Sindirest/CE também ressalta que os protocolos adotados pelos bares na reabertura serão os mesmos já praticados pelos restaurantes. “Irão trabalhar igual aos restaurantes, seguindo todos os protocolos, já trabalhávamos com álcool em gel e o uso intenso nas lavagens das mãos, obviamente agora iremos intensificar mais por conta da pandemia. Como trabalhamos com alimentação, os cuidados com a higiene sempre foram redobrados”, diz.

Dorivam Rocha também destaca que foi criado um protocolo e um selo em relação às medidas de segurança e higiene a serem seguidas pelos associados. “Montamos também um aplicativo para as empresas não fecharem de vez. Sabemos que os clientes estão pedindo pelos deliverys, entretanto cada empresário paga 30% do seu lucro para esses aplicativos. O que estamos construindo se chama “solução sistema”, onde o empresário não vai pagar taxa, e assim, aos poucos, ele vai começar a se reerguer”, conclui.


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