Uma luz ao final do túnel para a retomada da economia.

Os últimos números de Abril do IBGE já mostram que o efeito da vacinação e a diminuição do lockdown em alguns locais já traz números positivos a vários setores da economia.

O consumidor aos poucos vai retornando ao comércio e aos escritórios, as viagens também vão sendo restabelecidas e o consumidor vai em busca do consumo represado. Represado para comprar coisas que nos últimos meses não fizeram sentido, mas também ele vai em busca de adquirir produtos que viu que eram importantes nas residências e que não tinha.

Analisando os números, vemos o crescimento muito acentuado na área de vestuário, papelaria e artigos pessoais, o que corrobora que temos sim uma demanda reprimida e que com a diminuição do isolamento e o aumento da vacinação os clientes vão novamente se aventurando as compras. O retorno, mesmo que ainda faseado, de volta aos escritórios também faz com que as pessoas queiram se preparar para o retorno com roupas e acessórios novos.

Marcelo Reis é Founder da MR16, Consultor empresarial especializado em gestão e vendas.

O período de isolamento também fez com que as pessoas vissem a necessidade de aprimorar suas residências para que possam ter mais conforto através da aquisição de novos produtos ou reorganizando a casa com obras. Este movimento está espelhado no aumento de vendas no item de materiais de construção e eletrodomésticos.

O curioso também é ver que pelo lado de tendências, antes da pandemia existia um movimento muito forte pelo aumento do transporte público e a utilização de táxis e ubers. Vemos que o aumento de vendas na área de veículos foi muito significativo em Abril e com o trauma da pandemia e a necessidade das pessoas retornarem aos escritórios e ao comércio de forma em geral, elas estão preferindo investir num modelo de transporte próprio para reduzir o risco de contaminação.

O consumidor mudou e o mundo das vendas do varejo está mudando de maneira muito rápida. A disparada pelo consumo via ecommerce não é apenas um modismo causado pela pandemia. Esta parcela de consumo já era esperada no médio prazo, mas foi acelerada. Aquelas pessoas que não tinham o hábito ou preferiam a zona de conforto e não comprar pelo meio digital, foram obrigadas a migrar para estas plataformas. E, a maioria gostou, pois, a compra digital libera tempo para que foquem em coisas mais importantes.

Por outro lado, a competição varejista que antes era “no porta a porta”, se transformou numa batalha global. Os clientes agora compram pelo ecommerce do outro lado do mundo e com preços muito mais acessíveis que compram aqui. O seu concorrente agora pode ser um vendedor na China, na Índia… e, não pense que são para produtos de alto valor, a grande massa de pedidos importados tem um ticket médio baixo.

Logo, vemos que as vendas estão retornando, que vemos uma luz no final do túnel para que a economia retorne a girar, mas não ache que o consumidor é o mesmo. Competição agressiva, busca por fidelização e encantamento ao cliente, serviço de alta performance e principalmente a presença no mundo digital serão primordiais para a sobrevivência neste período pós pandemia.

AUTOR: Marcelo Reis, Founder da MR16, Consultor empresarial especializado em gestão e vendas.

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