O comércio fechou 83 mil postos de trabalho com carteira assinada no segundo trimestre deste ano.

O comércio fechou 83 mil postos de trabalho com carteira assinada no segundo trimestre deste ano. Ao mesmo tempo, 235 mil pessoas passaram a trabalhar por conta própria, segundo cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Dados da Sondagem do Comércio, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostram que não há perspectiva de recuperação na geração de vagas formais.

“Esse trabalhador por conta própria com certeza é gente que perdeu o emprego e vai virar ambulante, vai vender salgadinho. O cara que faz a empanada e vai vender na praia aparece na pesquisa como trabalhador do comércio”, explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Há poucos sinais de recuperação porque a perspectiva para o emprego futuro no comércio voltou a se deteriorar na sondagem da FGV. O saldo entre as empresas que previam contratar e demitir ficou negativo pelo segundo mês, saindo de -1,5% em junho para -1,7% em julho, conforme cálculo obtido pelo Estadão/Broadcast. O resultado significa que há mais empresas prevendo demissão do que prevendo novas contratações.


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