Governo corta recursos para aquisição de livros didáticos do ensino fundamental

A produção, compra e distribuição de livros didáticos teve congelados R$ 144 milhões de seu orçamento de R$ 1,9 bilhão (ou 7,6% do total) dentro do FNDE.

No município cearense de Sobral, cidade do Ceará usada como exemplo de promoção de educação pública de qualidade, por exemplo, “vão chegar apenas 25% dos livros didáticos para reposição. Isso é um problema principalmente nas turmas de Fundamental I (primeira à quinta série), quando os livros didáticos são consumíveis (não são reaproveitados de um ano para o outro)”, diz à BBC News Brasil o secretário municipal de Educação, Herbert Lima.

“Não vai dar nem para a metade dos alunos. Nossa rede é mais estruturada e faz aquisições de livros didáticos de outros lugares, mas para a grande maioria dos municípios isso vai ser um grande problema.”

Lima afirma que os municípios têm tido dificuldade de interlocução com o MEC, para saber se alguns pontos do contingenciamento serão pontuais ou permanentes. “O valor pré-fixado que recebemos para alimentação escolar veio menor, por exemplo, e sem nenhuma explicação. Como não há interlocução, há insegurança nos municípios.”

Em municípios mais carentes, turmas inteiras de alunos vão ficar sem livros para estudar. Outra medida que chamou atenção de educadores em todo o país foi o corte de 82% dos recursos destinados à manutenção dos transportes escolares, o que pode levar a um colapso do sistema de acesso à escola no Brasil.

Outra grande manifestação popular de estudantes do ensino fundamental, médio e universitários está marcada para o dia 30 de maio. A pauta é contra os cortes do governo Bolsonaro na educação. Dias antes, no domingo, 26, aliados de Bolsonaro se articulam para realizar atos de manifestação nas ruas em defesa do governo.

Estamos reunindo dados sobre o impacto destes cortes em municípios do Sertão Central.


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