Folha, que ajudou a derrubar Dilma e perseguiu Lula, agora insinua que Bolsonaro é um boçal desocupado

A Folha de São Paulo, obviamente, não achava que sua histórica perseguição a Lula e todo o seu esforço para derrubar Dilma fosse abrir caminho para uma figura exótica e extrema como Bolsonaro. Tradicional aliado das elites brasileiras, o jornal está perdendo a paciência com o novo dirigente máximo do Brasil.

O editorial da Folha desta quinta-feira, 07, reflete o sentimento da plutocracia nacional. Para o jornal, Bolsonaro não pode mais ser um boçal do Twitter e insinua que o presidente brasileiro, com tanto para fazer, não passa de um desocupado.

“A esta altura, até mesmo os mais fanáticos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) perceberam o tamanho e a dificuldade da travessia à frente da administração. A reforma da Previdência, na hipótese de ser aprovada, dificilmente se resolverá no primeiro semestre. O volume de recursos poupado pela mudança e o objetivo de diminuir as disparidades no acesso ao benefício correm risco palpável de ser substancialmente feridos. A atividade econômica, que em tese reagiria ao incremento das expectativas com o novo governo, não dá mostras de se animar. Pelo contrário, as estimativas profissionais recuam e anteveem mais um ano de semiestagnação da renda per capita e elevado desemprego”, diz o texto.

Ou seja: caiu a ficha. Bolsonaro não aponta caminhos para o crescimento. Mas a Folha vai além e o considera um boçal. “No Brasil, um presidente da República há 66 dias no cargo tem mais a fazer do que publicar boçalidades e frases trôpegas numa rede social. A dedicação que sobra à frente da telinha falta na reforma da Previdência, na condução da crise na Venezuela, na cobrança de retidão e competência dos ministros e na articulação com os outros Poderes. Governe, presidente.”


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