Em live, Bolsonaro ataca lockdown, mente sobre vacinas e ignora pressão sobre Ernesto Araújo.

Em live nesta quinta-feira (25), mais curta que o normal, com apenas 20 minutos de duração, Jair Bolsonaro voltou a repetir o discurso contra o lockdown e mentiu mais uma vez sobre as vacinas contra Covid-19. O mais importante, porém, foi o que Bolsonaro não disse: ele ignorou a pressão do Congresso Nacional pela demissão do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Mesmo com os discursos do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), com críticas à atuação de Araújo no Itamaraty, Bolsonaro calou, sem nem sair em defesa de seu aliado.

Araújo participou de sessão no Senado nesta quarta-feira (24) e ouviu por horas manifestações de senadores pedindo sua saída.

Lockdown

Bolsonaro reiterou a distorção que fez mais cedo sobre a fala da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sobre o lockdown, afirmando que a alemã se arrependeu de ter decretado duras medidas restritivas contra o coronavírus.

Como já havia sido esclarecido anteriormente pela rede alemã Deutsche Welle de rádio e TV, Angela Merkel decidiu suspender o lockdown em razão do curto período para implementação da medida. “A ideia foi um erro. Havia boas razões para optar por ela, mas ela não pode ser implementada suficientemente bem nesse curto período de tempo”, disse Merkel. “Esse erro é somente meu. Lamento profundamente e peço desculpas a todos os cidadãos”, disse ela.

Vacinas

Mais uma vez, Bolsonaro tentou se desvencilhar da imagem negacionista que paira sobre seu governo e sua pessoa, afirmando que nunca foi contra as vacinas, desde que tivessem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Eu sempre disse. Não adianta querer fazer uma narrativa. Entre eu e a vacina existia a Anvisa, tem que respeitar. Daqui a pouco começa a chegar coisa aí, não sabe fabricada onde, e saem distribuindo para população. Todas as vacinas que forem aprovadas pela Anvisa, nós compramos, sem problema nenhum”, falou.

Bolsonaro não citou, entretanto, que fez campanha ativa contra os imunizantes, anunciando que não se vacinaria e até mesmo proibindo o então ministro da Saúde à época, Eduardo Pazuello, de adquirir doses da CoronaVac em razão de sua origem, a China.


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