Brasil regride no combate à pobreza e não deve bater meta da ONU

O Brasil tirou mais de 30 milhões de pessoas da pobreza em dez anos e se tornou referência em políticas de combate à fome. Mas, de repente, jogou de volta na miséria 6,3 milhões – praticamente a população do Paraguai.

Em 2030, quando vence o prazo para o cumprimento da primeira meta de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) — erradicar a pobreza extrema -, o Brasil deve no máximo retornar ao patamar de antes da crise, quando conseguiu sair do mapa da fome, projeta Marcelo Neri, diretor da FGV Social, braço da Fundação Getúlio Vargas.

“Até lá (2030) estimamos que se crescermos 2,5% ao ano e mantivermos a desigualdade parada, o Brasil voltará ao patamar de antes desta crise, em 2014, quando 8,38% da população estava na pobreza”, diz Marcelo.

Na ocasião, o País superou com folga a meta do milênio que era reduzir a pobreza à metade num prazo de 25 anos. Mas do final de 2014 a 2017, os indicadores dispararam, seja qual for o critério adotado para a definição de pobreza.


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